Investimentos em SI/TI: “O Paradoxo da Produtividade”
Resumo
Em torno dos substanciais investimentos em Sistemas e Tecnologias de Informação (SI/TI) que vêm sendo realizados pelas organizações, e cuja tendência é de aumentarem ainda mais a sua importância, surgiu um acérrimo debate académico sobre a produtividade e o retorno proporcionado por este tipo de investimentos, designado na literatura por “paradoxo da produtividade”. Estudos empíricos, quer a nível agregado ou global, sectorial, ou a nível das organizações, existem com todo o tipo de conclusões: uns para validar a magnificência de tais investimentos, outros para denunciar o logro em que as organizações estão a cair. Foi Robert Solow, laureado com o Prémio Nobel da Economia, que levantou toda esta celeuma com a afirmação “We see computers everywhere but not in the productivity statistics” (citado por [Strassmann 1997]). Várias explicações são avançadas para procurar explicar os resultados aparentemente contraditórios a que têm chegado diversos investigadores: erros de avaliação / mensuração da produtividade dos SI/TI, desfasamento no processo de aprendizagem e adaptação por parte das organizações, redistribuição e dissipação de lucros e por último a deficiente avaliação e gestão dos investimentos em SI/TI [Brynjolfsson 1992]. Ao nível empresarial, o recurso aos critérios do Capital Budgeting1, com provas dadas na aplicação ao estudo da decisão de investimento, parece ter um importante contributo, para que as empresas minimizem o risco de efectuar investimentos em SI/TI que não contribuam para o aumento do valor da empresa. A gestão das motivações e das expectativas das pessoas poderá fazer a diferença, a chave do sucesso reside nelas e não propriamente na tecnologia objecto de investimento.
Texto Completo:
PDFDOI: http://dx.doi.org/10.18803/capsi.v1.%25p
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